Nunca mesmo. Não era a que tirava as maiores notas, nunca tive o dia inteiro livre para estudar e estudar em silêncio, na minha casa, nunca foi uma opção. Sou mãe de duas, trabalhava, e o que sobrava eram umas duas horas por dia, quase sempre já cansada.
E mesmo assim eu passei.
Não foi porque eu descobri algum talento escondido no meio do caminho. Foi porque, em algum momento, eu parei de estudar no escuro, adivinhando o que era importante e decidindo toda manhã por onde começar.
Quando troquei o material genérico por um feito para a minha prova, e passei a abrir um plano que já estava pronto em vez de montar o dia na hora, o estudo deixou de ser um peso. Eu sentava, sabia o que fazer, fazia, e terminava o dia tendo avançado alguma coisa. Nem sempre muito, mas alguma coisa.
Demorei para entender que o problema nunca tinha sido eu.
O que está aqui é isso: o material que eu queria ter tido quando comecei, e o plano que me tirou do lugar. Tudo construído para a PCMG, no jeito que a FGV cobra, e pensado para quem estuda com o tempo que tem, e não com o tempo que gostaria de ter.